segunda-feira, julho 24, 2006

Poder de concentração e autocontrole

O poder de concentração e autocontrole que desenvolvi este final de semana é quase um daqueles fenômenos inexplicáveis. Sinto-me honrado por descobrir dentro de mim esta habilidade, para mim, motivo de orgulho após tudo que ocorreu. Abaixo estará tudo explicado e vocês ao de concordar comigo.
***
Sexta-feira 19:00 - Rodoviária de Porto Alegre - Chego na rodoviária meia-hora antes do ônibus partir rumo a Bento. Até aqui tudo bem 30 min. de espera esta tranqüilo. Comprei a passagem eram 14 horas. E logo pensei - Consegui o ônibus mais barbado para Bento, só 1 hora e 45 minutos. Que sonho. Até acordar na rodoviária de São Leo estava convicto que tinha feito um grande negócio, "comprar a passagem para este Ônibus (19:30 poltrona 14)". Que nada a partir dai não consegui dormir mais. Muitas pessoas subiram no ônibus, ficaram todas de pé. Uma criança de colo não calava a boca. E o que eu não esperava. Uma visita em cada rodoviária pequena, de cada cidade pequena. Resultada: 2 horas e 45 minutos de viajem.

Sexta-feira 22:15 - Rodoviária de Bento - Fim do sufoco. Um pouco de dor nas costas. Tudo muito suportável. Penso eu com minha mala e mochila - Agora eu chego na casa da namorada, tem um rango bom, vou tomar um cervejinha. Que nada, um rango bom sim, mas a cervejonha só depois de alguns pequenos trabalhos para a festa de formatura da cuinhada. Escolher fotos. Tirar fotos de fotos para colocar dentro do computados. Selecionar ordem das fotos - Selecionar ordem das fotos... isso é uma merda tem que ter um saco, tanto com as fotos quanto com as pessoas que estão ao redor dando palpite, quanto com o Windows que algumas vezes se faz de analfabeto para não colocar as fotos em ordem.

Sexta-feira 23:45 - A Cerveja - Sem comentários....Após a cerveja uma boa noite de sono na sala. Porque a casa estava lotada. Muitas mulheres. Ops agora que me dei conta eram 7 mulheres e só eu de homem - Aqui você já pode idealizar o que vem pela frente.

Sábado 8:45 - Primeiros barulhos - Pode imaginar 7 mulheres juntas tendo que preparar uma festa, se arrumar para a mesma festa. Acordo, tento lutar, dormir mais uma meia-horinha nesse momento seria um lucro. Não deu, 9:00 já tinha tomado café escovado os dentes. Agora estava esperando as 7 mulheres da casa para ir ao salão da festa. Arrumar o mesmo salão para a festa de logo mais a noite. Claro uma hora depois chegamos ao salão.

Sábado 10h - No Salão da Festa - Uma das brilhantes 7 mulheres teve a idéia de rechear a decoração da festa. - Vamos colocar umas folhas secas de ..., de repente umas pinhas, umas pedras também fica bem legal. Quando eu ouvi o ponto final dessa frase já percebi todas as mulheres, sem nenhuma exceção, olhando para mim. Adivinha 10 minutos depois estava eu catando, não era apenas catando , era escolhendo folhas secas, não era apenas folhas secas, era folhas secas que estivessem inteiras e não estivessem feias. Isso com toda a delicadeza que um homem tem não combinam, mas... Além das folhas secas escolhidas ... a coisa que mais gosto - entre catar folhas secas, catar pedras -, catei pinha. Só me conhecendo para saber o prazer que tenho em catar pinha. Bom não vem ao caso agora. Nisso se passou 2 horas. Isso meio-dia, um rango bom uma leve esticada nas pernas e .... Levar as pinhas, as folhas secas - 2 sestas de vime bem grande cheias, acredite... pesa - e as "leves" pedras para o salão. Descarregando tudo, as 5 mulheres - 2 já estão se arrumando para ir a formatura em São Leo...- arrumando os detalhes, colocando as folhas secas que escolhi com tanto carinho no chão?!?!?! - Eu juro que se soubesse que elas iriam parar no chão eu teria baixado meu nível de exigência de escolha de folhas secas. Pronto 14:00 tudo encaminhado.

Sábado 15h - Motel "Putz me esqueci o nome" - Uma visita rápida ao motel. Apenas para ver as condições dos quartos. Fui com a tia da minha namorada. Imagine a sena: Pajero, Garotão de 24 anos - EU - Coroa de uns 45 com corpo de 30 - Tia da minha namorada - . Lembro de alguns comentários dela dirigidos para mim - Em, que tu acho desse quarto bacana né. Bem espaçoso, e olha a cama que grande, nossa que legal isso aqui - Sabe não tenho vergonha para essas coisas, mas fiquei um pouco encabulado, mais pela empolgação da tia da minha namorada.

Sábado 15h 20 - Na casa da sogra - 4 Mulheres se arrumando, todas atrasadas para a formatura. Ainda tínhamos que pegar a estrada, 1 hora e 30 minutos de viajem mais ou menos. Arrumei-me, coloquei terno, deixei para escolher a gravata no carro. Acabei não escolhendo, fui sem mesmo. Dae pra frente foi 1 hora e 30 minutos com 4 mulheres dentro do carro. Aqui eu não imaginava o que estava me esperando. Talvez a ida não tenha sido tão dramática porque elas estavam apresadas e preocupadas que não chegariam a tempo da colação. Até aí tudo bem, chegar lá - lá é Unisinos, São Leo - , sentar nas poltronas do auditório levantar, aplaudir, sentar, levar cantar o hino, aplaudir , sentar de novo. O problema foi a volta.

Sábado 19h - A volta - Não consigo precisar exatamente se foi as 19h a volta. Assumi o volante - isso foi a atitude mais acertada até o momento. Volto a lembrar, 4 mulheres, agora relaxadas, sem pressa. 1 hora e 45 minutos de só 4 mulheres falando. Não lembro ao certo quais eram as fofocas que, naquela eternidade de 1hora e 45 minutos, elas compartilharam. Aqui foi o que denominei como o ápice do poder de concentração e autocontrole. Juro que ao entrar no pórtico de Bento eu não agüentava mais.

Sábado 20h - Casa da Sogra - Aqui já contava com o apoio do concunhado. Preparamos as últimas fotos para passar no telão da festa. Desligamos tudo agora já sem as mulheres, seguimos rumo à festa. Chegando lá preparamos o computador, deixamos rolando as fotos no telão. Pegamos a primeira ceva seguida de varias outras e se acabamos.

Domingo 4h - Já no motel - Com a namorada. Aqui não posso fazer nenhum comentário mais expressivo. Apenas, FOI MUITO BOM!!!

Domingo 11h - De saída do motel - Acordamos, fomos para o Banrisul, mais um rango bom, a última tentativa de beber uma ceva. Uma conversa, muita risada dos acontecimentos da noite anterior.

Domingo entre 15h e 18 h- Era quase sempre a 6 da Tarde em algum canto da Fenavinho destruindo barricadas...
Um choro de outono na casa de Antonio
Lá estava eu naquela casa
Bob Marley estava também
Era quase sempre as seis da tarde
E de cima se via a chegada do trem
Noel com Cartola conversavam
Sobre a arte que anda na contra mão
Que vale a pena como uma antena
Servindo apenas ao coraçào
Um beque uma pinga,Jacó e Pixinga
Um frio na barriga Torquato,Raul
Charutinho maloca o Sampaio na toca
Miriam bate na porta do malandro urubu
Urubu malandro
Um beque uma pinga,Jacó e Pixinga
Um frio na barriga,Clementina,Pagú
Charutinho maloca o Sampaio na toca
Miriam bate na porta do malandro urubu
Urubu malandro,urubu,urubu malandro

... termino a minha saga em busca da concentração e autocontrole, com esta canção. Pra quem não conhece é do Edvaldo Santana.

terça-feira, julho 04, 2006

E eu não falei?!

E eu não falei, a camisa da Seleção Brasileira já ta em promoção.

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Estou experimentando a sensação de apresentar o Trabalho de Conclusão. Estou nervoso. Estou comendo menos do que a minha mãe recomenda. Não sei se é medo de apresentar e ninguém da banca de avaliação entender o meu projeto ou é nervosismo mesmo. Sei que ta complicado.



domingo, julho 02, 2006

E Deu França

E Deu França. Não sei porque, mas eu já estava prevendo isto. Disse ao colega de trabalho durante o Jogo entre Espanha e França:

- Eu prefiro jogar com a Espanha.

O motivo é obvio, a Espanha não tem ninguém que possa fazer diferença.
Em um momento em que a seleção brasileira não vinha jogando bem, e não sei se podia jogar melhor do que vinha mostrando. A existência de alguém que pudesse fazer a diferença do outro lado do campo me deichava preocupado. E foi o que aconteceu. A Espanha não ganhou. O Brasil não jogou. O Zidane fez a diferença. E a França riu por último.


Eu não fiquei nem um pouco triste. Deram gargalhadas da Argentina, que foi desclassificada honrosamente. Bem feito. Os Brasileiros não tem nem do que se orgulhar. Não lutarão bravamente. Derão 1 chute a gol, e foi só. Foram apáticos como nossa sociedade, e nisso pode me incluir.

Pelo menos agora, acho eu, prestaremos mais atenção no que está acontecendo com o Brasil. Pensaremos melhor na Política. Prestaremos mais atenção no aumento de salário que o Lula está querendo dar aos servidores. A camisa da seleção vai ficar mais barata. E pensaremos melhor se vale a pena ter tanta esperança em 11 jogadores na próxima Copa.

Esse meu coléga de trabalho deve estar pensando: - É, eu preferia a Espanha.

sábado, junho 24, 2006

A arte de Cagar

O momento de cagar é único. O estomago avisa que está na hora de liberar as porcarias, o que ele não conseguiu aproveitar. O aviso não é muito agradável. Começa com uma pressão na barriga, alguns roncos, peidos - brroooom. Ta na hora de sair correndo. O cara não ta pra brincadeira. Este aviso poderia ser mais educado, sei lá, uma forma de avisar internamento como um despertador, uma dor de cabeça. Um puxão de orelha, porque não? Pelo menos não iriamos passar vergonha com os barulhos mais altos e graves que o estomago toma a liberdade de fazer nas horas mais impróprias.

Tenho uma mania de sair procurando alguma coisa para ler, um jornal, uma revista, até panfletos de propaganda. Isso eu chamo de cagada cultural. Foi com um professor de História que eu aprendi isso, ele falava:- Aproveite o momento de cagar para estudar a história do Brasil- só não sei se isso tem alguma conotação com a nossa própria História. E o que você acha que eu estava fazendo quando tive a idéia de escrever sobre este assunto? Sim, e lendo um jornal, mais precisamente uma crônica, não sobre este assunto. O único problema que vejo nisso é - pelo menos é o que acontece comigo - enquanto não acabo de cagar, não termino de ler o que me interessa, e se termino de ler o que me interessa, acabo de cagar, entendeu?Não, bom, deixa pra lá. É só uma teoria de que um ato influencia o outro.

Não é a toa que cagar faz sinônimo com problemas difíceis de resolver. É sujo, é nojento, é difícil de limpar - neste caso se o cara é o famoso espalha bosta -, e principalmente fedorento. Isso é uma coisa que não ficou muito legal na nossa materialização como seres humanos. Tem que feder tanto? Imagina uma garota, loira, Sueca, linda, você a encontra na porta do banheiro de uma casa, onde você foi convidado para uma festa. É impossível deixar de relacionar o fedor que vem do banheiro com a Sueca, linda, bla bla bla. Por mais que você tente associar o fedor com outra pessoa que possa ter ido ao bainheiro antes dela, não dá, não tem como. A Sueca não é perfeita.

E quando o papel higiênico acaba - É claro que isso não acontece com você, isso sempre acontece comigo. É sempre na minha vez. Porque? - Dae procura no armário, não tem. É meu velho, cago tudo. Todos os seus planos com a Sueca foram por privada abaixo, vai ter que gritar - SOCORRO, O PAPEL HIGIÊNICO ACABOU!!!! - e adivinha quem escutou e atendeu as suas preces, a Sueca. Dae ela chega com aquele sorrisinho, você é claro todo vermelho, e cagado, atrás da porta, bom dai o resto da história você já conhece.
Uma vez eu me safei duma destas, em um antigo emprego estava lendo o jornal do dia, bem belo, no trono é claro. Quando dei por mim, o papel higiênico acabou. Procurei em todos os lugares do banheiro e nada do tal papel higiênico. Neste momento pensei: - Não acredito que vou fazer isto. Não acredito. Recorri ao bom e velho Jornal. Nada agradável por sinal, é áspero, machuca e não limpa muito bem. E uma dica, não coloque o jornal na privada para tentar esconder a prova do crime, ele tranca e desentupir a privada é nojento.

Não tem como evitar, nem as Suecas. A cagada cultura é ótima, coloca os assunto em dia e torna o ato mais tranqüilo, menos insignificante e ainda pode salvar você na hora H.
E que aquela expressão - Essa gata deve cagar flores - funcione ao pé da letra em um futuro próximo.

quarta-feira, junho 21, 2006

Não era como eu Queria!!

Algum dia atraz estava conversando com minha namorada sobre Festas Juninas de Colégio. Comentei que gostaria de gastar algumas horas (dinheiro também) em uma destas festas. Comer pinhão, tomar um Quentão (Estes dias vi em uma divulgação de festa "Vinho Quente"), já ia me esquecendo das carrapinhadas (isso é coisa boa), e a nega maluca. Lembro quando estudava em Cachoeira do Sul, lá todos os colégios promovem esta festa, todas bem tradicionais. Saiamos de um colégio para o outro, era uma função só. Alguns casais se formavam nestas festas. Pelo serviço de recados, anúncios de que fulana gostava de ciclano. Ciclano estava esperando fulana na "cancha" (expressão para quadra de futebol de salão) . Às vezes era brincadeira, brincadeiras que acabavam em namoro.

Ontem fui em uma destas festas, a empresa a qual trabalho promoveu uma Festa Junina. Não era como eu queria!!!! Não tinha quentão, não tinha carrapinhada, não tinha serviço de recados. E a pescaria, onde tava? Ta, concordo que a pescaria no colégio sempre dava uns presentes nada vê, canetas promocionais, cadernos. Uma vez eu ganhei um balde, fiquei indignado. Mas essa era a mandinga da pescaria, a surpresa do prêmio.

A festa tinha carreteiro(que nada tem a ver com São João), Cerveja(Kaiser, é pra matar). Ta, tinha pinhão, pipoca e uma fogueira(pode acreditar, era de balões). Teve quadrilha também. A banda tocava um forró moderno. Depois deu lugar ao som mecânico, dae é claro, acabou em baile funk.

A festa teve uma boa intenção pelo menos. Pelo menos em tempos de Copa do Mundo a luz do lampião não se apagou, mas nesta festa, como tudo no Brasil, acabou em Carnaval e Baile Funk.

quinta-feira, junho 08, 2006

Solitário

Aqui eu sei onde piso. Sou um escritor solitário. Acho que ninguém nunca leu este blog. Talvez por culpa do Google ainda não ter passado por aqui e lido os meu tediosos textos. Mas continuo. Continuo por que gosto de escrever. Vou aproveitar o momento e deixar uma mensagem pro Google, vai te fude!!! Será que ele se ofende. Ta isto é só uma brincadeira. Adore ele. Trabalho com Informática, por isso reconheço a importância dele, "O Google". Esse cara é fóda.

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Nas últimas semanas tenho me perguntado bastante porque escolhi logo a informática como meio de sobrevivência. Algumas conclusões eu já tirei. (E pra vocês (Vocês quem? Ninguém lê isto aqui mesmo.) não ficarem dizendo que estou viajando, estou me formando no próximo semestre). A primeira é que escolher a Faculdade de Informática nem pensar, e motivos têm muitos. A segunda é que na informática você vive criando problemas para que você os solucione e assim cria mais problemas pra que seja solucionado criando outro problema... Por isso a evolução constante da tecnologia.

Em algumas conversas entre meus colegas de trabalho, uma amiga, minha namorada e meus pais eu tenho comentado sobre a faculdade de Jornalismo. Acho que seria uma carreira interessante, e talvez bem menos estressante. Ou melhor, não precisa ser minha principal atividade. Pode ser, por exemplo, um HOBBY. Porque não?

Sim, eu tenho um currículo interessante. Tenha uma certificação importante para o mercado de informática. Trabalho em uma empresa de grande porte. Tenho qualificações diferenciadas. Mas informática às vezes é muito monótona. Pra mim não tem mais aquela emoção de "Oh descobri algo revolucionário que vai facilitar minha vida - E depois de algumas semanas - Sim descobri uma coisa que deixou minha vida mais monótona do que ela já estava ficando".

Essa idéia do Jornalismo ta bem madura na minha cabeça. No fim deste ano estarei me formando (em INFORMÁTICA). Dae vou começar as traçar os planos para a carreira de Jornalismo. Que o Google não me atrapalhe.

terça-feira, junho 06, 2006

Namorado em tempos de Copa

Quantas propagandas você viu sobre o dia dos namorados nos ultimos 10 min. que assistiu TV? E agora, sobre a Copa, sabe tude né? Até que o pé do Ronaldo tem 5 bolhas. Nunca assisti no Jornal Nacional, Zero Hora, Correio do Povo(Pra quem não sabe, estes dois últimos são Jornais aqui do Rio Grande do Sul), etc... tanta exatidão no número de bolhas de um pé!!!Foda! E o pior de tudo o pé do cara aparece em rede nacional. Filha-da-Puta.
Pra falar a verdade só resolvi falar sobre Dia dos Namorados porque em uma conversa por telefone com minha namorada ela me perguntou:
- Amor, o que você quer ganhar de dia dos namorados?
Juro, fiquei vermelho. Ainda bem que estavamos falando por telefône. E juro de novo, que não tinha me dado conta disso.
E pra quem não se deu conta o dia dos namorados é agora dia 12. Puta que pariu. Ser namorado em época de Copa é foda.

terça-feira, maio 30, 2006

Pedra

Você já parou para pensar que uma pedra pode servir para um monte de coisa?
Pois é estou lendo um livro do Moacyr Scliar muito engraçado. A Mulher que escreveu a Bíblia. É uma narrativa em primeira pessoa. Uma mulher de uns 18, 19 ou 20 anos não me lembro ao certo. Na época de Salomão e suas 1001 mulheres. Ele conseguiu infiltrar uma pedra como um objeto para alimentar os desejos sexuais da personagem. Nunca conseguiria imaginar uma coisa dessas. Naquela época não existia a borracha, então porque não uma pedra para servir de material de fabricação, boa essa.
Ta,aí tu para pra pensar e ... uma pedra pode servir de estimulante.Ta bom pensou que só estimula a sexualidade depois de tudo que escrevi antes. Toca na cabeça de alguém para você ver? Aposto vai estimular os nervos do seu alvo.
De elemento de guerra, a objeto inofensivo, de objeto inofensivo a estimulante sexual (Que aqui fique bem claro, é melhor aplicado a mulheres. Para homens tem o Cactos, dizem que entre os vegetais é o mais parecido!!!! ) ou não.

quinta-feira, maio 18, 2006

O filha-da-puta do Jô

Acordo com dor de cabeça, aquele gosto ruim na boca. No quarto aquele cheiro de álcool exalado pelo corpo. Parece que a noite anterior foi forte. Lembro de ter conversado com varias pessoas, nenhuma eu conhecia. Um Rock sujo no fundo. O filha-da-puta do Jô, aquele barmen careca, negando a me dar bebidas. Queria que pagasse o devido das noites anteriores.

- Dae vai querer uma bebida? - O filha-da-puta do Jô me pergunta com aquele lábio cortado, diz ele que foi em uma briga com um bêbado louco que sempre aparece no Bar, e uma cara de quem não gostava da minha presença.
- Vou! – afirmei - Me da uma ceva.
- Mas antes me paga as noites atrasadas. Se tu quiser tenho um lugar pra ti na cozinha?
- Não muito obrigado - não me lembrava de ter pagado alguma noite no bar. Na verdade não me lembro de ter saído alguma vez do bar do filha-da-puta do Jô. - Quero só a ceva.
O Primeiro gole foi relaxante. Estava uma noite estranha em Porto Alegre, chuva, frio em pleno Janeiro. Mas era uma noite para sair. Não gosto de ficar em casa a noite.
Lembro que ao sair do meu prédio, alguns mendigos estavam brigando entre si, pelo que tinha visto algum visinho largou um prato de comida para eles. Vou caminhando até o bar do filha-da-puta do Jô. Devia ser umas 22:30, o pessoal estava chegando no bar. O filha-da-puta do Jô havia me comentado alguns dias atrás que estava estudando uma forma de mudar o publico alvo do Bar. Mas não pensei que seriam tão rápidas essas mudanças. Ontem tinha algumas pessoas muito estranhas.
Lembro de uma morena, não muito alta, nem muito bonita que falou comigo:
- Oi, você tem fogo?
- "Você"- estranhei- Tu não é de Porto, né?
- Não, por quê? Sou de São Paulo. Estou saindo daquela cidade. Quero vida nova! Você tem fogo?- perguntou novamente, como quem não queria ficar dando muitas explicações sobre seu passado.
- Oh, me desculpe - tirei o Zipo da calça - Tu tá precisando de ajuda?
Ela deu uma sugada profunda no cigarro e respondeu.
- Não é da sua conta. - Nesta hora, não sei porque, mas me senti ameaçado.
Me afastei como quem não tinha muita coisa a perder. Pensei, mulher morena, não muito bonita e estranha. Dei mais uma volta no bar. O filha-da-puta do Jô estava sentado no canto do balcão cuidando o movimento. Algo me chamou a atenção. O Jô, filha-da-puta, estava preocupado com alguma coisa.
- Mais uma cerveja - Pedi para Juliana, a ajudante do filha-da-puta. Ela veio do interior para estudar Jornalismo. Moça bem simpática, e bonita.
- Esta aqui. Bem gelada! - Falou com aquele sorriso de dentes brancos e lábios rosados.
- O que está havendo com o Jô?- Não chamo o Jô de filha-da-puta na frente dela.
- Não sei, ele não conversou comigo direito hoje quando cheguei da aula.
- Espero que não seja nada de mais. Pelo que conheço do Jô amanhã ele volta ao normal - Continuará a ser um filha-da-puta, pensei.
Mas tinha algo estranho. O filha-da-puta não tava bem. Tentei me aproximar dele para uma conversa, tentar acalmá-lo, ver qual era o problema. Mas não quis me dizer. Estava querendo me esconder alguma coisa. Aproveitei e pedi mais uma ceva. Ele nem falou nada, foi logo abrindo a garrafa. Já me estava sentido bastante alterado, ou melhor, bêbado. Já não me lembrava de muita coisa. A música foi sumindo, o álcool não me deixava mais enxergar as pessoas. Falei com mais gente, mas não me lembro sobre o que e quem era.

Tento me levantar da cama. A cabeça dói muito. Vou direto para o banheiro, tomo uma ducha de água fria. Um banho de uma hora que parecia ter durado quinze minutos. Não vi o tempo passar. Vou até a porta do meu apartamento, pego o Jornal. As notícias são as mesmas. Corrupção. Sonegação de imposto. Mas, uma coisa me chama a atenção. Uma pessoa foi encontrada morta na Avenida Osvaldo Aranha ontem à noite. Estrangulada. No jornal os policias afirmam que a pessoa sabia o que estava fazendo, pois não foram encontradas marcas de violência, agressão ou digitais que pudessem levar à algum suspeito. Pensei, a Avenida Osvaldo Aranha nunca foi uma avenida violenta. Sempre foi considera ponto de venda de drogas, os traficantes não gostam de chamar a atenção dos policiais com violência. As pessoas que freqüentam a rua são diferentes sim, mas não violentas, são consideradas “alternativas”. Algo de muito estranho está acontecendo. A dor de cabeça começa a diminuir. Já posso colocar uma som na vitrola. Novamente pego o jornal e me espanto. Não havia percebido, mas o filha-da-puta do Jô estava no fundo da foto publicada, conversando com policiais. Será que o cara tá envolvido, ele estava bem preocupado ontem. Pode ser. Mas o Jô é uma filha-da-puta, não um assassino. Devia estar dando depoimento aos policiais, apenas isto.
O telefone toca. Tento procurar o telefone, o apartamento faz alguns meses que não é arrumado. Aquela empregada não vem mais aqui. Diz ela que é muito trabalho para pouco dinheiro. Achei, estava embaixo de uma pilha de livros, que ultimamente tenho re-lido. Era Juliana, mas que diabos essa garota queria comigo em uma tarde de Janeiro. Ela deveria estar na aula, a greve fizeram com que as aulas estendessem o calendário acadêmico até Março.
- Preciso falar contigo. - Foi assim direta.
- Sim, claro, mas o que aconteceu?- Pensei, algo tem a ver com a noticia do Jornal.
- Não posso falar agora, estou no meio da aula. As 18h você pode me esperar no Buda do Parque da Redenção?
- Sim, claro. as 18 horas estarei lá.

quarta-feira, maio 17, 2006

Primeiro

Apenas uma tentativa para voltar a escrever ...